sexta-feira, 14 de março de 2014
CarnAVAL
Para quem não tem nada
a metade é o dobro
Para quem não tem gana
tudo sempre é pouco
Perder com prazer
e celebrar o abandono
O ano todo
fingir independência
E só no Carnaval desfrutar
o aval da carência!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Lilás
Com Thiago Castanho na Parnaióca - Ilha Grande
que dança
o baile lilás das borboletas
sem música nem mais
só pés marcando
o descompasso do descompromisso
num resto de dia.
Uma musa
uma doida
depende de quem olha
só importa que é bonito.
uma doida
depende de quem olha
só importa que é bonito.
HIPNOSE NATALINA
PAPAI NOEL DE FAVELADO
É UMA CAVEIRA QUE COM SACO
TE PÕE DENTRO DE UM BLINDADO
http://www.youtube.com/watch?v=OQTpLNVa79gÉ UMA CAVEIRA QUE COM SACO
TE PÕE DENTRO DE UM BLINDADO
classe mídia
no meio disso
a infância grita
no meio da sala
o bebê
a única coisa viva
grita
adultos fodem
crianças fedem
jamais imitam
seus bonecos limpos
animam
dão vida…
Até que irritam
se ritalinam
ou se chacinam
Presente da infância
O presente da infância se abre na caixa
distante das estantes
por mais que MasterCard
você não pode comprar
o brinquedo mais bonito
é o menino que fabrica
dom do desperdicio
hoje comercial de margarina
anima objetos desmerecidos:
pedaços de plástico,
paninhos encardidos,
seres humanos envelhecidos...
Podia ser você
a ser desembrulhado
mas você ficou parado
no momento kodak
como um boneco que não pisca
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Rap pros parceiro
Não quero
um bom partido. Quero um parceiro. Se diz: família. É máximo respeito. Sem
paparico submisso. Tem que ter presença de fato. Elogio e presente não compensa
falta.
Não preciso de promessa nem que pague a conta. Só quero contar que o meu barulho ele compra. Se diz “meu bem”? Hein? Eu sumo. Não aceito ser bem de consumo. Sem nhem nhem nhem. Neném. Não preciso de mimo. Tem que ter responsa sem vacilo. De peito aberto. Fecha comigo. Que não só dê a mão, mas seja braço. Onde encontro esse cara? No Leblon eu não acho.
Alguém que não vem de vamos se ver,
de vamos marcar, de pode ser... Se eu estou contigo não tanto faz. Tesão é quem faz questão e pede mais. Menos pode ser e mais já é. Não entendeu pode perguntar: qual é? Tem que sabe gritar, tem que soltar a voz. Menos eu, meu,
teu e mais e mais é nós.
Se a
chapa esquenta, ele cai dentro. O bagulho é doido e ele tá ligado, que
relacionamento é difícil. Sem neurose, tem que ser tranquilo. Porque todo mundo
pira uma hora. Bate um ciúme, uma paranoia... [E agora?]
Sem surto
ou deixar pra lá. Chegar junto pra desenrolar.
Se esse
cara tá aí fora, eu vou dizer: pode chegar, pode arrastar, pode pegar, pode me
embrulhar, levar prá viagem e carregar pra casa. Suave na nave. Pode até me cobrar.
Mas que não seja pela metade. Venho com tudo que tem direito. Não vai se
contentar só com uma parte. Se não tiver o que tu quer eu dou meu jeito. Só não
me peça pra me dividir. Eu sei me desdobrar. Esqueça as leis reciprocidade. Papo
de toma lá dá cá. Não quero contabilizar. Se tamo junto, é pra somar!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Tatuagem
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