quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Casa dos Pais

Tem um peito que não é meu na boca do meu amado
E na carícia que me faz na pele, carinho materno
No olhar do namorado, mora seu jeito de ser olhado
Em cada corpo a casa dos pais

Sei que o jeito de amar é familiar e parte da memória
No entanto, é tempo de dar um novo corpo à história
- Não é que eu vá ser uma má nora...
Mas tá na hora de botar os pais para fora!

Na nossa cama o ato, não interdito
Não me preocupo, eu gozo, eu grito!
- Mas vai que a velha escuta!
- Depois eu que sou filha de uma...

Rapaz, quando você deixar a casa dos seus pais
Vai ver que a vida é mais que opções
Do que te levam a boca em bandeja
Pessoas não são garçons e eu não sou a sobremesa!

Mas se você disser que te apraz
Aí eu me coloco por sobre a mesa
Não presta debaixo dos panos
É papo reto, pratos limpos, sem enganos
Ainda que por debaixo da saia...
No caso não cabe ninguém de tocaia

E com mãe por perto sempre se é a outra.
A perder na disputa
De ideal que nunca alcança
Quando você criança
Eu sou só substituta
E isso não aceito
Quero de igual para igual
Esse é o plano.  Horizontal

Na minha cama, garoto
Até tem peito... (Porque não?)
                                                mas o amor é genital.

3 comentários:

  1. Nossa! Que maravilha!
    haha, dê uma olhada em nossas últimas...
    Estão quase comestíveis, não?! :)

    boas festas!

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  2. detalhe para nossos sentidos de "criança"... acho que usamos de modos bastante distintos.

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  3. obrigada Fred.
    O sentido de criança é uma questão de contexto. e eu vamos aprendendo a recitar nossas versões de amor cristão!

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