A lua dá brilho os olhos
De quem contenta em dizer: “é bela”
E nem se lembra da outra face
Metade oculta, que não será nunca
Nem sua, nem de ninguém.
A solidão noturna da lua
Não se dá ao que é são
Você diz lua, ela diz não
Por isso, não invoquemos seu nome em vão
A lua está cheia de palavras vazias
Ela pertence aos que aceitam suas faces, suas fases
Sem restrição
Isso que você sente quando a vê
É só você
Olhando para uma coisa que não é sua
No alívio de saber
Que não há nada que a leve até você
A lua está cheia de elogios ocos
E muito acima dos seus brios e anseios
Ela se cansa dos que a admiram inertes
E só se dá aos que lhe estendem a mão
E aceitam o reflexo do que não são
A lua é espelho no mar escuro
De quem a vê além do ego
O salto urge, não é seguro
A lua eleva a quem se entrega
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O CONTO DO SISO, SÓ DE SACANAGEM
Prefácio de espera
Na sala de espera palavras conhecidas pregadas as vistas: “A arte da vida é fazer da vida uma obra de arte”. Entre Gandhi, alguns segredos e outros dentes, como fazer desse instante arte de espera?
É preciso coragem para entregar o corpo de menina ao saber da medicina. Haja fé para oferecer o dentes aos pais de santos doutores non sense da ciência!
No início era o siso
Para ser mais precisa, assim começa a história: nasce uma heroína mulher entregue aos homens.
A minha direita o doutor dentista deus. A minha esquerda o auxiliar negão e bom de branco. E o fato de que em situações difíceis é inevitável não pensar em sexo que, instrumento divino, dá vida a tudo que tem dente.
Será que eu vou pensar sacanagem até na hora da minha morte ou isso é coisa da idade? E porque o tal dente do juízo foi me nascer logo torto? Cirurgia não pode ser coisa natural, e no tempo dos antigos como era? Só sei que foi assim que Deus fez. É só eu entrar em um hospital que viro logo cristã. E agora esse castigo! Aposto que é punição pelo pecado original! Por isso esse espécie de circuncisão, sacrifício, anjos do bem e do mal odontológico. Juro que não é drama, quem já viu o ato sabe como sangra!
- Aspira aqui, diz o doutor
A mão do negão de canudinho suga tudo, até sentimento. É prá limpar minha baba tarada de boca aberta. Pulso firma no manuseio do treco. Vai doer depois, garanto. Ele só faz isso por causa da santa anestesia, que me ludibria os sentidos. Se não fosse por ela não faziam isso comigo!
- Abra mais a boca.
Opa! E lá vem o negão. Com que parte do corpo ele pressiona meu cotovelo esquerdo? E eu aqui a mercê pensando sacanagem do moço... No entanto, por via das dúvidas, afasto o braço (vai que eu gosto?).
Ruído
E agora o que é isso? Será que é preciso?
A serra elétrica de dente. Excelente! Ainda bem que dr dentista é experiente. (Porque vai que ele erra o buraco!) Mas pra tudo na vida há uma primeira vez. E costuma-se fazer tudo errado nesse caso. Ai se esse homem fura minha língua! Jesus, ilumina as mãos do senhor doutor. Melhor pensar que ele, depois da primeira vez, fez a segunda, a terceira e tem uma filha! Vai chegar em casa hoje jantar estilo comercial de margarina e tudo estará bem. Tem até um cachorro pudle branco... qual seria o nome?
- Tudo bem? Agora você vai sentir um clec, não se assusta. Segura o queixo dela, diz o doutor.
E o negão da encoxada segura o meu queixo como se fosse... E quando será eu vou poder beijar de novo?
- Acabou. Que bonito trabalho!
Feita a arte do doutor. Foi bom pra você? Bem sei que cirurgia de siso é que nem amor. Quando você pensa que acabou, aí é que começa a doer... E ele nem vai ligar, mas a gente se vê. Semana tenho tirar os pontos. Daí eu conto.
Posfácio
Alguém me faz um convite de sorvete?
ps: contribuições involuntárias ou quase isso: Fred Graniço, Caró Lago.
Na sala de espera palavras conhecidas pregadas as vistas: “A arte da vida é fazer da vida uma obra de arte”. Entre Gandhi, alguns segredos e outros dentes, como fazer desse instante arte de espera?
É preciso coragem para entregar o corpo de menina ao saber da medicina. Haja fé para oferecer o dentes aos pais de santos doutores non sense da ciência!
No início era o siso
Para ser mais precisa, assim começa a história: nasce uma heroína mulher entregue aos homens.
A minha direita o doutor dentista deus. A minha esquerda o auxiliar negão e bom de branco. E o fato de que em situações difíceis é inevitável não pensar em sexo que, instrumento divino, dá vida a tudo que tem dente.
Será que eu vou pensar sacanagem até na hora da minha morte ou isso é coisa da idade? E porque o tal dente do juízo foi me nascer logo torto? Cirurgia não pode ser coisa natural, e no tempo dos antigos como era? Só sei que foi assim que Deus fez. É só eu entrar em um hospital que viro logo cristã. E agora esse castigo! Aposto que é punição pelo pecado original! Por isso esse espécie de circuncisão, sacrifício, anjos do bem e do mal odontológico. Juro que não é drama, quem já viu o ato sabe como sangra!
- Aspira aqui, diz o doutor
A mão do negão de canudinho suga tudo, até sentimento. É prá limpar minha baba tarada de boca aberta. Pulso firma no manuseio do treco. Vai doer depois, garanto. Ele só faz isso por causa da santa anestesia, que me ludibria os sentidos. Se não fosse por ela não faziam isso comigo!
- Abra mais a boca.
Opa! E lá vem o negão. Com que parte do corpo ele pressiona meu cotovelo esquerdo? E eu aqui a mercê pensando sacanagem do moço... No entanto, por via das dúvidas, afasto o braço (vai que eu gosto?).
Ruído
E agora o que é isso? Será que é preciso?
A serra elétrica de dente. Excelente! Ainda bem que dr dentista é experiente. (Porque vai que ele erra o buraco!) Mas pra tudo na vida há uma primeira vez. E costuma-se fazer tudo errado nesse caso. Ai se esse homem fura minha língua! Jesus, ilumina as mãos do senhor doutor. Melhor pensar que ele, depois da primeira vez, fez a segunda, a terceira e tem uma filha! Vai chegar em casa hoje jantar estilo comercial de margarina e tudo estará bem. Tem até um cachorro pudle branco... qual seria o nome?
- Tudo bem? Agora você vai sentir um clec, não se assusta. Segura o queixo dela, diz o doutor.
E o negão da encoxada segura o meu queixo como se fosse... E quando será eu vou poder beijar de novo?
- Acabou. Que bonito trabalho!
Feita a arte do doutor. Foi bom pra você? Bem sei que cirurgia de siso é que nem amor. Quando você pensa que acabou, aí é que começa a doer... E ele nem vai ligar, mas a gente se vê. Semana tenho tirar os pontos. Daí eu conto.
Posfácio
Alguém me faz um convite de sorvete?
ps: contribuições involuntárias ou quase isso: Fred Graniço, Caró Lago.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Poema amador
Amor há de ser aquilo que deixa ir
Que se alegra meio triste (é parecido) com partida
Na certeza de que nada na vida será melhor que início de paixão
Desistir do sonho, será de outro, como antes...
Há de ser amor o que aceita em lágrimas
Sem mais objeções – improviso arte vida
Nem começa nesse instante, e já é grande
Nem termina amanhã, mais um mormento!
Amor arde, enquanto é tempo.
Que se alegra meio triste (é parecido) com partida
Na certeza de que nada na vida será melhor que início de paixão
Desistir do sonho, será de outro, como antes...
Há de ser amor o que aceita em lágrimas
Sem mais objeções – improviso arte vida
Nem começa nesse instante, e já é grande
Nem termina amanhã, mais um mormento!
Amor arde, enquanto é tempo.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Poema de ontem , tatuagem de sempre
Poema de ontem
História de sempre
Que sirva a outra
Em outro tempo.
Poema que entra de gaiato na vida do outro
Pretensão a dela
Fazer parte de uma história eterna.
Não passou da nova conquista de semana passada
Coitada!
Poema queixa
Conselho chavão
Há que se viver o momento
– diz o refrão.
Mas antes que se precipite o julgamento
De tanto faz, garota tonta
Eu aponto a tua estampa
A tal marca que delata
Você também já quis tanto!
A dor que se crava eterna
A bela história concreta
Riscada na carne
Sentido gravado na pele
Ter uma tatuagem, não se engane, é sinal de amor.
E não é só você
Foram tantos tatuados que eu vi ontem...
Também queriam uma história pra contar
Que não terminasse a festa só
Anseios silentes, música visível.
Me comovem tais convites
E renovam minha fé na festa!
Mas minhas tatuagens se transformam todo tempo
Sangram versos de memória dita, não dita, escrita
História transferível a outrem que sirva
Sobre ontem e sempre.
História de sempre
Que sirva a outra
Em outro tempo.
Poema que entra de gaiato na vida do outro
Pretensão a dela
Fazer parte de uma história eterna.
Não passou da nova conquista de semana passada
Coitada!
Poema queixa
Conselho chavão
Há que se viver o momento
– diz o refrão.
Mas antes que se precipite o julgamento
De tanto faz, garota tonta
Eu aponto a tua estampa
A tal marca que delata
Você também já quis tanto!
A dor que se crava eterna
A bela história concreta
Riscada na carne
Sentido gravado na pele
Ter uma tatuagem, não se engane, é sinal de amor.
E não é só você
Foram tantos tatuados que eu vi ontem...
Também queriam uma história pra contar
Que não terminasse a festa só
Anseios silentes, música visível.
Me comovem tais convites
E renovam minha fé na festa!
Mas minhas tatuagens se transformam todo tempo
Sangram versos de memória dita, não dita, escrita
História transferível a outrem que sirva
Sobre ontem e sempre.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Casa dos Pais
Tem um peito que não é meu na boca do meu amado
E na carícia que me faz na pele, carinho materno
No olhar do namorado, mora seu jeito de ser olhado
Em cada corpo a casa dos pais
Sei que o jeito de amar é familiar e parte da memória
No entanto, é tempo de dar um novo corpo à história
- Não é que eu vá ser uma má nora...
Mas tá na hora de botar os pais para fora!
Na nossa cama o ato, não interdito
Não me preocupo, eu gozo, eu grito!
- Mas vai que a velha escuta!
- Depois eu que sou filha de uma...
Rapaz, quando você deixar a casa dos seus pais
Vai ver que a vida é mais que opções
Do que te levam a boca em bandeja
Pessoas não são garçons e eu não sou a sobremesa!
Mas se você disser que te apraz
Aí eu me coloco por sobre a mesa
Não presta debaixo dos panos
É papo reto, pratos limpos, sem enganos
Ainda que por debaixo da saia...
No caso não cabe ninguém de tocaia
E com mãe por perto sempre se é a outra.
A perder na disputa
De ideal que nunca alcança
Quando você criança
Eu sou só substituta
E isso não aceito
Quero de igual para igual
Esse é o plano. Horizontal
Na minha cama, garoto
Até tem peito... (Porque não?)
mas o amor é genital.
E na carícia que me faz na pele, carinho materno
No olhar do namorado, mora seu jeito de ser olhado
Em cada corpo a casa dos pais
Sei que o jeito de amar é familiar e parte da memória
No entanto, é tempo de dar um novo corpo à história
- Não é que eu vá ser uma má nora...
Mas tá na hora de botar os pais para fora!
Na nossa cama o ato, não interdito
Não me preocupo, eu gozo, eu grito!
- Mas vai que a velha escuta!
- Depois eu que sou filha de uma...
Rapaz, quando você deixar a casa dos seus pais
Vai ver que a vida é mais que opções
Do que te levam a boca em bandeja
Pessoas não são garçons e eu não sou a sobremesa!
Mas se você disser que te apraz
Aí eu me coloco por sobre a mesa
Não presta debaixo dos panos
É papo reto, pratos limpos, sem enganos
Ainda que por debaixo da saia...
No caso não cabe ninguém de tocaia
E com mãe por perto sempre se é a outra.
A perder na disputa
De ideal que nunca alcança
Quando você criança
Eu sou só substituta
E isso não aceito
Quero de igual para igual
Esse é o plano. Horizontal
Na minha cama, garoto
Até tem peito... (Porque não?)
mas o amor é genital.
domingo, 12 de dezembro de 2010
O ciúme dos pés de Pamela Perigos
Pamela é prima de Amanda Petardo
Pamela Perigos é uma princesa faceira que tem por profissão pisar os corações dos homens. Sem apego a contratos, preceitos ou sapatos, Pamela Profana anda com os pés descalços. Mas se engana aquele que pensa que a moça suja os pés na lama. Cada passo de Pam pisa a face do tenta, sem sucesso, lhe beijar os pés. Patético. E a gata artilheira é tão boa de chute que já não se pode contar os dentes que descasou da boca alheia.
Pamela é a heroína de todas as cinderelas choronas. Tudo quanto é coisa na vida se joga aos pés de Pamela Pezuda e agradece ser pisado. Dizem até, que nas pegadas que deixa no pasto, nasce uma flor, que quando bem fervida faz um prato afrodisíaco que transforma qualquer Maria-vai-com-as-outras em uma boa trepadeira.
Isso até nossa princesa conhecer Pedro - o Pianista, que foi preciso em tocar seu ponto “p” feito tecla de piano. Pois é, ele criou um plano que amaciou nossa pantera até o estado de gata borralheira. Ao seu toque de sonata, Pam renega seu costume e já não bota o pé na estrada. Depois da massagem nos pés que Pedro fez, a moça passa a ter ciúmes! Agora pantera neurótica, agora olha por onde anda, vigia os passos do amado e caminha com todo cuidado.
É que a moça era tão auto-suficiente, que até seus pés já tinham desenvolvido uma personalidade própria:
O pé direito, impositivo, exige que se comece a massagem por ele, diz que dá sorte e é tradição. Dando motivo ao companheiro de esquerda, impulsivo, começar a confusão. E os antigos camaradas de chão, depois da vida de patrão, sossego... Já não podem desapego. Pernas pro ar, pés que estão amando, não querem mais pisar. Não escutam os apelos de Pamela, nem atendem seu comando! Quem já recebeu uma massagem nos pés sabe do que eu estou falando...
Presa. Pamela sábia andarilha, pressentiu a arapuca, mas caiu na armadilha. O laço do desejo de criar raízes a apertou os tornozelos e lhe girando de ponta cabeça. Mas a fera não tem medo. Prefere quebrar a cara. Antes a foice ao fim da liberdade. Que lhe cortem os pés para alejar o desejo! Eis que todo Aquiles tem seu calcanhar, toda heroína seu ponto fraco e todo mito seu paradoxo: O que poderia Pam sem seus pés para levantar a poeira do mundo?
E assim se criou o costume - o uso dos sapatos contra os ciúmes (o que também explica a estranha atração de mulheres pelo seu consumo). É fato que a gata perde um tanto do encanto quando faz caber seu desejo no formato de sapato. E no entanto é ainda mais perigo de salto agulha cristal, um risco para todo Pedro que se acha o tal. Pamela é o avesso da Cinderela, que é só espera de príncipe encantado. E enquanto não encontra, seu par de pé descalço, previne o passo em falso, astuta: ela bota o sapatinho e vai a luta!
Agradecimentos especiais a Dan Soares, autor de Amanda Petardo, Dudu Pererê e Pamella Lessa (que emprestaram experiências, inspiração e idéias a essa empreitada poética).
Pamela Perigos é uma princesa faceira que tem por profissão pisar os corações dos homens. Sem apego a contratos, preceitos ou sapatos, Pamela Profana anda com os pés descalços. Mas se engana aquele que pensa que a moça suja os pés na lama. Cada passo de Pam pisa a face do tenta, sem sucesso, lhe beijar os pés. Patético. E a gata artilheira é tão boa de chute que já não se pode contar os dentes que descasou da boca alheia.
Pamela é a heroína de todas as cinderelas choronas. Tudo quanto é coisa na vida se joga aos pés de Pamela Pezuda e agradece ser pisado. Dizem até, que nas pegadas que deixa no pasto, nasce uma flor, que quando bem fervida faz um prato afrodisíaco que transforma qualquer Maria-vai-com-as-outras em uma boa trepadeira.
Isso até nossa princesa conhecer Pedro - o Pianista, que foi preciso em tocar seu ponto “p” feito tecla de piano. Pois é, ele criou um plano que amaciou nossa pantera até o estado de gata borralheira. Ao seu toque de sonata, Pam renega seu costume e já não bota o pé na estrada. Depois da massagem nos pés que Pedro fez, a moça passa a ter ciúmes! Agora pantera neurótica, agora olha por onde anda, vigia os passos do amado e caminha com todo cuidado.
É que a moça era tão auto-suficiente, que até seus pés já tinham desenvolvido uma personalidade própria:
O pé direito, impositivo, exige que se comece a massagem por ele, diz que dá sorte e é tradição. Dando motivo ao companheiro de esquerda, impulsivo, começar a confusão. E os antigos camaradas de chão, depois da vida de patrão, sossego... Já não podem desapego. Pernas pro ar, pés que estão amando, não querem mais pisar. Não escutam os apelos de Pamela, nem atendem seu comando! Quem já recebeu uma massagem nos pés sabe do que eu estou falando...
Presa. Pamela sábia andarilha, pressentiu a arapuca, mas caiu na armadilha. O laço do desejo de criar raízes a apertou os tornozelos e lhe girando de ponta cabeça. Mas a fera não tem medo. Prefere quebrar a cara. Antes a foice ao fim da liberdade. Que lhe cortem os pés para alejar o desejo! Eis que todo Aquiles tem seu calcanhar, toda heroína seu ponto fraco e todo mito seu paradoxo: O que poderia Pam sem seus pés para levantar a poeira do mundo?
E assim se criou o costume - o uso dos sapatos contra os ciúmes (o que também explica a estranha atração de mulheres pelo seu consumo). É fato que a gata perde um tanto do encanto quando faz caber seu desejo no formato de sapato. E no entanto é ainda mais perigo de salto agulha cristal, um risco para todo Pedro que se acha o tal. Pamela é o avesso da Cinderela, que é só espera de príncipe encantado. E enquanto não encontra, seu par de pé descalço, previne o passo em falso, astuta: ela bota o sapatinho e vai a luta!
Agradecimentos especiais a Dan Soares, autor de Amanda Petardo, Dudu Pererê e Pamella Lessa (que emprestaram experiências, inspiração e idéias a essa empreitada poética).
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