Por que lutar se ele não prende?
Amor é como a gente se rende
Eu me rendo
Entrego o EGO à arte
E ao fim do amar-te, a morte
Do EU – tudo que queria se perdeu
Perdi
Vi ruir
Cri ser eterno...
E agora o que resta? Adeus?
Oh sim há deus, na festa!
O banquete de sempre chama
Aceito, acendo, inflamo
Enquanto nego ao outro
Que contenta com o pouco
Que posso fazer eu
Se meu deus tem ciúmes
quando me verto sem faísca?
Não hei de correr o risco,
de ver morrer sem fricção
minha fogueira, criação.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Intercâmbio Catumbi
Navegande da Ilha
Cruzeiro 485
A travessa maravilha.
Viajo e vejo
Por isso escrevo
Pessoas e calçadas
Cantos sujos
Garotos ruivos
Moleques pretos
Oficinas, bichos e meninas
Quase putas ou moças com calor
De submissão , nem sinal
Orgulho de quem tem o samba no quintal.
Pode até rir
Mas meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi.
Por que sonhar só com o Leblon?
Le bom de mais para ser verdade
Vai querer meu sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Que nada. Sonho bom é sonho louco!
Cruzeiro 485
A travessa maravilha.
Viajo e vejo
Por isso escrevo
Pessoas e calçadas
Cantos sujos
Garotos ruivos
Moleques pretos
Oficinas, bichos e meninas
Quase putas ou moças com calor
De submissão , nem sinal
Orgulho de quem tem o samba no quintal.
Pode até rir
Mas meu intercâmbio cultural
Passa pelo Catumbi.
Por que sonhar só com o Leblon?
Le bom de mais para ser verdade
Vai querer meu sonho são?
Sono lento, engarrafado.
Cerveja, boteco
Cortiço, sobrado
É querer demais querer tão pouco?
Que nada. Sonho bom é sonho louco!
Intercâmbio Caracol
Foi mal
Não fiz intercâmbio cultural
Então por favor me diz
que é o tal do… Baudelaure
Quem é Baudelaure?
Quem é?
Nunca vi entardecer na França
Não toquei piano em criança
Mas tomo muito sol.
Você conhece o Caracol?
Avenida Brasil
Passarela em espiral
É fila atrás de fila na van pra Copacabana
Senta no banquinho e corta caminho pela maré
No Intercambio - Caracol
Não se fala em Baudelaure
Não fiz intercâmbio cultural
Então por favor me diz
que é o tal do… Baudelaure
Quem é Baudelaure?
Quem é?
Nunca vi entardecer na França
Não toquei piano em criança
Mas tomo muito sol.
Você conhece o Caracol?
Avenida Brasil
Passarela em espiral
É fila atrás de fila na van pra Copacabana
Senta no banquinho e corta caminho pela maré
No Intercambio - Caracol
Não se fala em Baudelaure
segunda-feira, 28 de março de 2011
Espera que gera
Essa rainha
O que ela tem que eu não tinha?
Tempo
Criou um templo
Do lado de dentro
Que seu reino seja eterno
Irmã no sangue
Para que meu também o seja
Mesmo que breve
Por enquanto espero
Feito grávida
Que come tempo
Na dobra entre
O lado de fora
E o de dentro
Dona da casa, dona do canto
povo de rua, castelo na lua
Eu não arredo
Do que é belo
Rainha do resto
Meu reino é orquestra
-de acaso, sem maestro
Pois que a espera é passiva?
Não, é ávida.
Vou aprender com a grávida
A espera que gera.
(ou desespera)
O que ela tem que eu não tinha?
Tempo
Criou um templo
Do lado de dentro
Que seu reino seja eterno
Irmã no sangue
Para que meu também o seja
Mesmo que breve
Por enquanto espero
Feito grávida
Que come tempo
Na dobra entre
O lado de fora
E o de dentro
Dona da casa, dona do canto
povo de rua, castelo na lua
Eu não arredo
Do que é belo
Rainha do resto
Meu reino é orquestra
-de acaso, sem maestro
Pois que a espera é passiva?
Não, é ávida.
Vou aprender com a grávida
A espera que gera.
(ou desespera)
sábado, 12 de março de 2011
Vade Retro para a experiência
Não se espante ao descobrir na passista, alguém que pensa
São só palavras, como sempre limitadas
Do lado de dentro da experiência
- Olha o bloco
- Olha a louca
- Como dança! Diz o moço do restaurante
Que não por vontade própria se desloca
A multidão passa e faltam palavras na mesa
Estremecem de beleza a cortina e o assento
Num sopro instante de consentimento
A imagem fala, a letra encareta a brincadeira
O folião repara o estranho e abre os olhos ao contraste:
- Se eles ficam é porque eu passo
Assim se trança a sina: a cidade descortina
Mas a poeta insiste
Em fissura de caneta, precisa falar disto
E mira ao rapaz da bateria: virou bicho!
Só atende por tempo, tom e ritmo
[Como é? Faz tum tum de tão bonito!]
Mas do lado de dentro
Pelo tato se entende
Se toca e agradece
Coletivo, de choque, carece!
Não acredita? Tenta só sambar de ré!
Se samba no pé não sai no tapa
Contato é nossa ordem, primata!
Mas não importa o queo poeta pensa,
Suas palavras não podem tocar a experiência.
São só palavras, como sempre limitadas
Do lado de dentro da experiência
- Olha o bloco
- Olha a louca
- Como dança! Diz o moço do restaurante
Que não por vontade própria se desloca
A multidão passa e faltam palavras na mesa
Estremecem de beleza a cortina e o assento
Num sopro instante de consentimento
A imagem fala, a letra encareta a brincadeira
O folião repara o estranho e abre os olhos ao contraste:
- Se eles ficam é porque eu passo
Assim se trança a sina: a cidade descortina
Mas a poeta insiste
Em fissura de caneta, precisa falar disto
E mira ao rapaz da bateria: virou bicho!
Só atende por tempo, tom e ritmo
[Como é? Faz tum tum de tão bonito!]
Mas do lado de dentro
Pelo tato se entende
Se toca e agradece
Coletivo, de choque, carece!
Não acredita? Tenta só sambar de ré!
Se samba no pé não sai no tapa
Contato é nossa ordem, primata!
Mas não importa o queo poeta pensa,
Suas palavras não podem tocar a experiência.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Lua cheia de palavras vazias
A lua dá brilho os olhos
De quem contenta em dizer: “é bela”
E nem se lembra da outra face
Metade oculta, que não será nunca
Nem sua, nem de ninguém.
A solidão noturna da lua
Não se dá ao que é são
Você diz lua, ela diz não
Por isso, não invoquemos seu nome em vão
A lua está cheia de palavras vazias
Ela pertence aos que aceitam suas faces, suas fases
Sem restrição
Isso que você sente quando a vê
É só você
Olhando para uma coisa que não é sua
No alívio de saber
Que não há nada que a leve até você
A lua está cheia de elogios ocos
E muito acima dos seus brios e anseios
Ela se cansa dos que a admiram inertes
E só se dá aos que lhe estendem a mão
E aceitam o reflexo do que não são
A lua é espelho no mar escuro
De quem a vê além do ego
O salto urge, não é seguro
A lua eleva a quem se entrega
De quem contenta em dizer: “é bela”
E nem se lembra da outra face
Metade oculta, que não será nunca
Nem sua, nem de ninguém.
A solidão noturna da lua
Não se dá ao que é são
Você diz lua, ela diz não
Por isso, não invoquemos seu nome em vão
A lua está cheia de palavras vazias
Ela pertence aos que aceitam suas faces, suas fases
Sem restrição
Isso que você sente quando a vê
É só você
Olhando para uma coisa que não é sua
No alívio de saber
Que não há nada que a leve até você
A lua está cheia de elogios ocos
E muito acima dos seus brios e anseios
Ela se cansa dos que a admiram inertes
E só se dá aos que lhe estendem a mão
E aceitam o reflexo do que não são
A lua é espelho no mar escuro
De quem a vê além do ego
O salto urge, não é seguro
A lua eleva a quem se entrega
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